Caminhos para ter um filho: as fases da reprodução assistida
Não existe um único caminho para ter um filho. Este guia mostra, em linguagem simples, todas as fases e possibilidades — para você chegar à consulta sabendo o que perguntar.
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Antes de tudo
Quando procurar ajuda
Depois de 12 meses de tentativas (ou 6 meses a partir dos 35 anos) — ou antes, se houver ciclos irregulares, endometriose ou outros fatores conhecidos.
Procurar ajuda cedo não significa que algo está errado: significa ganhar tempo. Se você já sabe que tem endometriose, SOP, ciclos irregulares, passou por cirurgias pélvicas ou tratamento oncológico, ou teve perdas gestacionais, não precisa esperar um ano.
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Fase 1
Primeira consulta e escuta
Uma consulta sem pressa para conhecer a sua história, seus exames anteriores e o que você deseja.
Na primeira consulta, conversamos sobre tempo de tentativa, ciclos, gestações anteriores, hábitos e expectativas. Sempre que possível, o parceiro ou a parceira participa. Você sai com um plano claro dos próximos passos.
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Fase 2
Investigação do casal
Exames para a mulher e para o parceiro: ovulação, reserva ovariana, útero, trompas e espermograma.
A investigação é feita de forma organizada, com exames hormonais, ultrassonografia, avaliação das trompas e espermograma. Cada resultado é explicado, sem termos difíceis.
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Fase 3
Tratar o que pode ser tratado
Endometriose, SOP, miomas, pólipos e alterações hormonais muitas vezes precisam de cuidado antes do tratamento de fertilidade.
Às vezes, tratar uma causa específica já aumenta as chances de gravidez natural. Em outros casos, esse cuidado prepara o corpo para os próximos passos.
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Fase 4
Baixa complexidade
Coito programado com monitorização da ovulação e inseminação intrauterina, feitos no consultório.
Tratamentos de baixa complexidade são indicados quando as trompas estão saudáveis e o sêmen tem boa qualidade. Envolvem acompanhamento por ultrassom e, na inseminação, o preparo do sêmen em laboratório.
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Fase 5
Alta complexidade: FIV
Fertilização in vitro, com estímulo ovariano, coleta dos óvulos, laboratório e transferência do embrião.
A FIV é indicada em situações específicas ou quando a baixa complexidade não trouxe resultado. Você é acompanhada pela mesma médica em todas as etapas, que são explicadas uma a uma.
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Outros caminhos
Doação, casais de mulheres e produção independente
Óvulos ou sêmen de doação, casais homoafetivos e mulheres que desejam ser mães sozinhas também têm caminhos seguros.
Seguindo as normas do Conselho Federal de Medicina, a reprodução assistida acolhe diferentes formatos de família. Conversamos sobre as possibilidades, as etapas e os aspectos legais de cada uma.
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Para o futuro
Preservar a fertilidade
Congelamento de óvulos por escolha pessoal ou antes de tratamentos que possam afetar os ovários.
Congelar óvulos é uma forma de ter mais liberdade para decidir quando engravidar. Quanto mais cedo, melhores costumam ser os resultados — a avaliação é individual.
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O positivo
Os primeiros passos da gestação
Acompanhamento das primeiras semanas com ultrassom, até a transição para o pré-natal.
O cuidado continua depois do positivo: confirmamos a gestação, acompanhamos as primeiras semanas e orientamos a transição para o pré-natal.
O cuidado emocional faz parte do tratamento
Tentar engravidar mexe com expectativas, com a relação do casal e com a rotina. Em todas as fases, você pode contar com explicações claras e com espaço para falar sobre o que sente. Quando necessário, indicamos acompanhamento psicológico especializado.
Em qual fase você está?
Conte para a gente pelo WhatsApp. As secretárias ajudam a agendar a consulta certa para o seu momento.